Somos Legião / Uma das produções mais esperadas do ano, a estreia de Os Vingadores, a partir de hoje nas salas de todo o Brasil, põe fim à expectativa de milhares de fãs de quadrinhos
Por Márcia Abos ( Agência "O Globo" )
Desde que os personagens da Marvel Comics ganharam vida nas telas de cinema, o plano de Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, era juntar os heróis em Os Vingadores (The Avengers), que estreia nesta sexta-feira, 27, no Brasil. No entanto, Feige, que é também produtor do longa, quis respeitar a mesma trajetória dos quadrinhos, apresentando cada personagem em filmes individuais, de maneira tal que a reunião do grupo fosse o ápice da série.
Para salvar o mundo de uma invasão extraterrestre arquitetada pelo semideus Loki (Tom Hiddleston), Nick Fury (Samuel L. Jackson), diretor da agência pacificadora S.H.I.E.L.D., convoca Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Viúva Negra (Scarlett Johansson). O roteiro de Joss Whedon, que também dirige o filme, é inspirado na história em quadrinhos escrita e lançada por Stan Lee e Jack Kirby, em 1963.
Foi um processo de cinco anos, contou Feige, em entrevista por videoconferência. “Já sabíamos, quando selecionávamos o elenco para os filmes solo, que eles estavam também sendo escolhidos para trabalhar juntos em Os Vingadores. O que é divertido é que conhecemos cada herói, nos apaixonamos por eles. Juntá-los foi inacreditável”, disse ele.
Grupo Foi Criado pela Marvel, em 1963
Quando surgiu nos quadrinhos da editora Marvel, em 1963, o time de super-heróis Os Vingadores era um pouco diferente do mostrado no filme. Além de Thor, Homem de Ferro e Hulk, o grupo, criado por Stan Lee, tinha o Homem-Formiga e a Vespa. Capitão América só virou vingador na 4ª aventura da saga. Congelado desde a Segunda Guerra Mundial, ele é descoberto e revivido pelos colegas. Na primeira história, assim como no filme, o vilão é Loki, meio-irmão de Thor. Nela, Loki convence Hulk a destruir uma estrada de ferro, na esperança de atrair Thor para uma armadilha. Mas os outros heróis também aparecem. Após um mal-entendido, eles se juntam para combater o vilão. Após vencerem Loki, os cinco resolvem criar o supergrupo. Vespa sugere o nome Os Vingadores, mais “dramático”. O time teve várias formações ao longo dos anos, contando com Gavião Arqueiro e Viúva Negra, entre outros heróis.
[ Fonte: Jornal "Gazeta de Alagoas", 27 de abril de 2012 ]
Diálogos Superam as Cenas de Ação
Por Ricardo Calil ( Folhapress )
Poucos blockbusters recentes despertaram tanta expectativa quanto Os Vingadores. Primeiro, pela questão temporal: foram necessários 50 anos para levar os personagens do papel para a tela. Depois, pela aritmética: em vez de um super-herói, temos seis no filme. Por fim, houve toda a complexa estratégia de produção e de marketing para criar teasers de Os Vingadores dentro da narrativa de outros filmes com os personagens da Marvel, a exemplo de Capitão América, Thor e Homem de Ferro.
Então, a pergunta fundamental sobre Os Vingadores passa a ser: o resultado final consegue corresponder a essa enorme expectativa? Em resumo, a resposta é positiva, e até bastante positiva – mas talvez não pelos motivos mais óbvios. Seria natural esperar que um filme dessa magnitude – de orçamento, de tecnologia, de publicidade – tivesse sequências de ação excepcionais. E, no fundo, elas são funcionais, ainda que genéricas.
A sequência final – em que uma guerra entre os super-heróis e seus inimigos quase destrói Nova York – lembra muito a de Transformers 3, e está muito longe da inventividade dos dois primeiros Homem-Aranha e de Avatar, por exemplo. O diretor Joss Whedon não é um grande artista audiovisual, como Sam Raimi ou James Cameron. Mas ele é um belo roteirista, como já provou na TV (Buffy, a Caçadora de Vampiros) e no cinema (Toy Story).
[ Fonte: Jornal "Gazeta de Alagoas", 27 de abril de 2012 ]
[ Editado por Pedro Jorge ]
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